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Baile de Máscara

Guilherme Arantes
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Num baile de máscaras qualquer
Colombina e Pierrô
Cansados de procurarem
Cada qual seu par
Se convidaram pra dançar
Pra não assistir a noite passar
Dois velhos amigos a se consolarem
Da solidão, mais uma vez
Rogando aos músicos que toquem
Aquelas canções todas
De recordações vivas
Belos e jovens
De olhos fechados pelo salão
E quando a orquestra deu o final
Não se apartaram
Como seria o costumeiro e habitual
Foram abraçados até os portões
E saíram pra ver
O romper dos clarões do dia
Seguiram caminhando
Na calma dos amantes
Como se o tempo houvesse parado
Daquela noite em diante
E se visitaram
E se reencontraram
Dias depois já não eram mais assim tão sós
E se consumiram
E se violentaram
No fogo e paixão
Da fúria e do medo
Dos peitos sôfregos de afeto
E os dias foram longos
E os beijos foram tantos
Lavaram as almas
De tristes memórias
Na água dos prantos
Na água dos prantos
Na água dos prantos
Na água dos prantos

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