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Aquarela Nordestina

Elba Ramalho
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No Nordeste imenso, quando o sol calcina a terra
Não se vê uma folha verde na baixa ou na serra
Juriti não suspira, Inhambú seu canto encerra
Não se vê uma folha verde na baixa ou na serra

Acauã, bem no alto do Pau-ferro, canta forte
Como que reclamando nossa falta de sorte
Asa-branca, sedenta, vai chegando na bebida
Não tem água, a lagoa já está ressequida

E o sol vai queimando o brejo, o sertão, cariri e agreste
Ai, ai, meu Deus, tenha pena do Nordeste

Laiá laiá, laiá
Laiá laiá, laiá
Laiá laiá, laiá
Laiá laiá

Laiá laiá, laiá
Laiá laiá, laiá
Laiá laiá, laiá
Laiá laiá

No Nordeste imenso, quando o sol calcina a terra
Não se vê uma folha verde na baixa ou na serra
Juriti não suspira, Inhambú seu canto encerra
Não se vê uma folha verde na baixa ou na serra

Acauã, bem no alto do Pau-ferro, canta forte
Como que reclamando nossa falta de sorte
Asa-branca, sedenta, vai chegando na bebida
Não tem água, a lagoa já está ressequida

E o sol vai queimando o brejo, o sertão, cariri e agreste
Ai, ai, meu Deus, tenha pena do Nordeste

Laiá laiá, laiá
Laiá laiá, laiá
Laiá laiá, laiá
Laiá laiá

Laiá laiá, laiá
Laiá laiá, laiá
Laiá laiá, laiá
Laiá laiá

Laiá laiá, laiá
Laiá laiá, laiá
Laiá laiá, laiá
Laiá laiá

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