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Djaniras

Xangai
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Lagoa serena é face desse homem
Onde passarinho água não bebe e nem pede pousada
E arriba desse ar sereno

Alguém de sobreaviso onde a lei que impera
É a da piranha serra-fina, saberá
Saberá, haverá, saberá
Haverá de caber, saberá

Seu sangue é terra que ninguém pisa
Ninguém conhece a trama
Que emaranha do seio da teia

Ê chapadão deserto do peito tudinho aberto
Onde só ele se apruma
E os cavalos suam sal e espuma, saberá
Saberá (ê, hum), haverá

Lagoa serena é face desse homem
Viver é muito perigoso na cartilha ena memória
Crimideia e palmatória
E na mira dum tiro fincando na palha e no jereba, saberá
Saberá, saberá, saberá, saberá

E não é à toa que as Djaniras
Do campo em flor são filhas
Do menor chuvisco, saberá
Saberá, haverá
Saberá, saberá

Lagoa serena é face desse homem
Onde passarinho, água não bebe e nem pede pousada
E arriba desse ar sereno

Alguém de sobreaviso onde a lei que impera
É a da piranha serra-fina, saberá
Saberá, haverá
Caberá, haverá

Lagoa serena é a face desse homem
Viver é muito perigoso na cartilha e na memória
Crimideia e palmatória
E na mira dum tiro fincando na palha e no jereba
Saberá, saberá

Que não é à toa que as Djaniras
No campo em flor são filhas
Do menor chuvisco, saberá
Saberá

E que não é à toa que as Djaniras
Do campo em flor são filhas
Do menor chuvisco, saberá
Saberá, haverá
Saberá, saberá

E que não é a toa que as Djaniras
No campo em flor são filhas
Do menor chuvisco, saberá
Saberá, haverá
Haverá, saberá, saberá

(São filhas do menor chuvisco) saberá
Saberá, saberá
Sabe-sabe, saberá, haverá

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