Às vezes olho as luzes da cidade
Mas não consigo dar um passo em frente
Há dias em que é tanta a claridade
Que a gente fica cega de repente
Há dias em que é tanta a claridade
Que a gente fica cega de repente
Nos becos mais sombrios e mais escuros
Consigo ver a alma das pessoas
Correndo ruas e galgando muros
É que eu descubro haver tantas Lisboas
Correndo ruas e galgando muros
É que eu descubro haver tantas Lisboas
Existe uma cidade em cada esquina
E cada esquina guarda algum segredo
Quem o desvenda sabe ler-lhe a sina
Quem não o faz sujeita-se ao degredo
Quem o desvenda sabe ler-lhe a sina
Quem não o faz sujeita-se ao degredo
São tantas as Lisboas, só um Tejo
O rio que é quase um mar quando aqui chega
São tantas que eu às vezes nem as vejo
Pois, quando há luz demais a gente cega
São tantas que eu às vezes nem as vejo
Pois, quando há luz demais a gente cega
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