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Superbonder (Ao Vivo)

Validuaté
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E agora um hino para pós-modernidade
Tudo que era sólido desmanchou-se no ar
Mas ninguém poderia antever
O antídoto para pós-modernidade

Lá vem da esquina, da quitanda ou do mercado
Colorido caos pós-moderno de uma civilização
E a gente grita: Super, Super, Super Bonder!
E no mundo não há mais separação

Fractal metamórfico, barbitúrico colossal
Pórtico liso erudito, transformusculacional
Fractal metamórfico, barbitúrico colossal
Pórtico liso erudito, transformusculacional

Que cola tudo
O chão rachado do sertão, os cinco dedos da mão
As bolhinhas da água em ebulição
E esse negócio de desconstrução
Nunca foi uma boa, não

Super Bonder é um mutirão
Pela epopeia do unitário, para que tudo vire um
Num belo gozo sanitário
Volte a terra pra Pangeia nesse ritual otário
Feito um santo salafrário

Fractal metamórfico, barbitúrico colossal
Pórtico liso erudito, transformusculacional (everybody!)
Fractal metamórfico, barbitúrico colossal
Pórtico liso erudito, transformusculacional
Quero ouvir vocês assim, ó!

Para o parafuso solto, com quê? (Super Bonder)
Pra desunião mundial, de novo! (Super Bonder)
Para os cacos de amor (Super Bonder)
Para o Big Bang, pós-modernidade (Super Bonder)

E agora vamos para a nossa querida fábula
Ah, houve um lindo casamento
O casal não gastou com alianças
E na hora do sim, o padre os aproximou
E passou Super Bonder nos dois

Os dois à milanesa no Super Bonder
Os dois num rocambole de Super Bonder
Os dois num banho-maria de Super Bonder

Ah, e os convidados: Ei mãe, mãe querida
Os convidados não tinham arroz
E xiringavam Super Bonder no casal apaixonado

Ah, e a lua de mel
Uma lua de mel seria floriescorregadia
E o casal, então, teve uma lua
Porém, de Super Bonder
Hoje os dois vivem juntinhos até que a morte os separe

Fractal metamórfico, barbitúrico colossal
Pórtico liso erudito, transformusculacional
Fractal metamórfico, barbitúrico colossal
Pórtico liso erudito, transformusculacional

Fractal, ei, mãe, ei, mãe!
Será que o Super Bonder foi inventando
No mesmo laboratório norte-americano
Imperialista, onde foi criada
A gripe do frango ou quiçá a gripe A

Ei, mãe, Neide querida
Já tem criança dizendo que quando crescer
Quer ser o Jorge Mautner
Quando eu crescer, mãe, eu quero ser o Jorge Mautner

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