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Crimes da Terra

Giovani Cidreira
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Preso à minha classe e à minha mulher
Ainda vivo o que sobrou

Pronto e peito aberto e a mão no alcance de outra mão
Ainda te ouvi, mas você adora é outro
Não me explique o que eu minto, só eu sei

Em cada lado de lagarto
Em cada passo na prisão
Em qualquer cidade
Em qualquer homem em que encontrar

Você não está com sorte
Sono aumenta como toda noite, até aqui
Tenho pouco tempo até que eu perca o novo trem

Ah, e as coisas do passado
E as coisas que eu esqueço de dizer
Ah, me sinto tão traído

Ah, e os crimes da cidade
E as coisas que aprendemos pra esquecer

Ah, e as coisas do passado
As coisas que eu esqueço de dizer
Ah, me sinto tão traído

Ah, e os crimes da cidade
E as coisas que aprendemos pra esquecer
Na idade e agora, nada importa mais

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