Saudade Dos Aviões Da Panair (Conversando No Bar) (feat. Lianne La Havas, Maria Gadú, Tim Bernardes, & Lula Galvão)
Milton NascimentoLá vinha o bonde no sobe e desce ladeira
E o motorneiro parava a orquestra um minuto
Para me contar casos da campanha da Itália
E do tiro que ele não levou
Levei um susto imenso nas asas da Panair
Descobri que as coisas mudam
E que tudo é pequeno nas asas da Panair
E lá vai menino, xingando padre e pedra
E lá vai menino, lambendo podre delícia
E lá vai menino, senhor de todo o fruto
Sem nenhum pecado, sem pavor
O medo em minha vida, nasceu muito depois
Descobri que minha arma é o que a memória guarda
Dos tempos da Panair
Nada de triste existe que não se esqueça
Alguém insiste e fala ao coração
Tudo de triste existe e não se esquece
Alguém insiste e fere o coração
Nada de novo existe nesse planeta
Que não se fale aqui na mesa de bar
E aquela briga, e aquela fome de bola
E aquele tango, e aquela dama da noite
E aquela mancha, e a fala oculta
Que no fundo do quintal, morreu
Morri a cada dia, dos dias que eu vivi
Cerveja que tomo hoje, é apenas em memória
Dos tempos da Panair
A primeira Coca-Cola
Foi, me lembro bem agora
Nas asas da Panair
A maior das maravilhas
Foi voando sobre o mundo
Nas asas da Panair
Em volta dessa mesa, velhos e moços
Lembrando o que já foi
Em volta dessa mesa, existem outras falando tão igual
Em volta dessas mesas, existe a rua
Vivendo seu normal
Em volta dessa rua, uma cidade sonhando seus metais
Em volta da cidade
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