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jardim das accias ii

z ramalho
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Nada vejo por essa cidade
Que não passe de um lugar comum
Mas o solo é de fertilidade
No jardim dos animais em jejum

Esperando alvorecer de novo
Esperando anoitecer pra ver
A clareza da oitava estrela
Esperando a madrugada vir

E eu não posso com a mão retê-la
E eu não posso de um rapaz comum
Como e corro, trafego na rua
Fui graveto no bico do anum

Vez em quando sou dragão da lua
Momentâneo alienígena
A formiga em viva carne crua
Perecendo e naufragando no mar
Êh ôh
Naufragando no mar

E a papoula da terra do fogo
Sanguessuga sedenta de calor
Desemboco o canto nesse jogo
Como a cobra se contorce de dor

Renegando a honra da família
Venerando todo ser criador
No avesso de um espelho claro
No chicote da barriga do boi

No mugido de uma vaca mansa
Foragido como judas em paz
A pessoa que você mais ama
No planeta, vendo o mundo girar
Êh ôh
Vendo o mundo girar

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