No Nordeste imenso, quando o Sol calcina a terra
Não se vê uma folha verde na baixa ou na serra
Juriti não suspira, inhambu seu canto encerra
Não se vê uma folha verde na baixa ou na serra
Acauã, bem no alto do pau-ferro, canta forte
Como que reclamando sua falta de sorte
Asa branca, sedenta, vai chegando na bebida
Não tem água a lagoa, já está ressequida
E o Sol vai queimando o brejo, o sertão, cariri e agreste
Ai, ai, meu Deus, tenha pena do Nordeste
Ai, ai, ai, ai, meu Deus
Ai, ai, ai, ai, meu Deus
Ai, ai, ai, ai, meu Deus
Ai, ai, ai, ai, meu Deus
No Nordeste imenso, quando o Sol calcina a terra
Não se vê uma folha verde na baixa ou na serra
Juriti não suspira, inhambu seu canto encerra
Não se vê uma folha verde na baixa ou na serra
Acauã, bem no alto do pau-ferro, canta forte
Como que reclamando sua falta de sorte
Asa branca, sedenta, vai chegando na bebida
Não tem água a lagoa, já está ressequida
E o Sol vai queimando o brejo, o sertão, cariri e agreste
Ai, ai, meu Deus, tenha pena do Nordeste
Ai, ai, ai, ai, meu Deus
Ai, ai, ai, ai, meu Deus
Ai, ai, ai, ai, meu Deus
Ai, ai, ai, ai, meu Deus
Ai, ai, ai, ai, meu Deus
Ai, ai, ai, ai, meu Deus
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