Eu vejo a vida como colcha de retalho
É amarelo, é encarnado, é azulão
Num dia ama, no outro me engana
Vem do mato, da flor, do imburana
Do A a Z, vem do gravatá do riachão
Eu vejo a vida como colcha de retalho
É amarelo, é encarnado, é azulão
Um dia ama, no outro me engana
Vem do mato, da flor, do imburana
Do A a Z, vem do gravatá do riachão
Descendo das capitanias, das confrarias dos homens édios
Nasci vaca de presépio e desgarrei pra me salvar
Atropelando a hipocrisia, no dia a dia, no verso a verso
Já fui vaca de presépio, desgarrei pra me salvar
Fui descendo nas capitanias
Eu vejo a vida como colcha de retalho
É amarelo, encarnado, azulão
Num dia ama, no outro me engana
Vem do mato, da flor, do imburana
Do A a Z, vem do gravatá do riachão
Vem!
Vendo a vida como colcha de retalho
É 'marelo, encarnado, azulão
Num dia ama, no outro me engana
Vem do mato, da flor do imburana
Do A a Z, vem do gravatá do riachão
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