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Azulejo

Raimundo Fagner
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Era uma bela, era uma tarde, o casario
Era o cenário de um poema de Gullar
Tão de repente ela sumiu numa viela
Eu no sobrado e uma sombra em seu lugar

Cada azulejo da cidade ainda recorda
E cada corda onde tanjo a minha dor
No alaúde da saudade, no velho banjo
No bandolim chorando o fim do nosso amor

No alaúde da saudade, no velho banjo
No bandolim chorando o fim do nosso amor

Era uma bela, era uma tarde, o casario
Era o cenário de um poema de Gullar
Tão de repente ela sumiu numa viela
Eu no sobrado e uma sombra em seu lugar

Cada azulejo da cidade ainda recorda
E cada corda onde tanjo a minha dor
No alaúde da saudade, no velho banjo
No bandolim chorando o fim do nosso amor

No alaúde da saudade, no velho banjo
No bandolim chorando o fim do nosso amor

A primavera, benvirá depois do inverno
A flora em festa nos trará outro verão
Eu fecho a casa dou adeus ao gelo eterno
Vou viver de brisa, arder em brasa
No calor do Maranhão

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